Quando sobra dinheiro no caixa, os investimentos podem ajudar esse valor a render para o seu negócio. Mas, antes de aplicar, é preciso dar um passo importante. Primeiro, você deve garantir uma reserva para os imprevistos.
Depois, o dinheiro que sobrou pode ser aplicado com mais segurança.
Sendo assim, neste texto você entende cada opção de forma simples e sem complicação. Então, siga a leitura e descubra onde deixar o dinheiro do seu caixa.
O primeiro passo antes dos investimentos

Antes de tudo, vamos entender o que é a reserva de emergência. Ela é um dinheiro guardado só para imprevistos, como uma máquina que quebra ou uma queda nas vendas. Por isso, você não deve usá-la no dia a dia.
Além disso, ela é diferente do capital de giro. O capital de giro é o dinheiro que paga as contas e compra mercadorias. Caso não tenha reserva, você pode precisar de um empréstimo caro na hora do aperto.
Mas quanto guardar? Muitos especialistas indicam de 3 a 6 meses de custos fixos. Custos fixos são as contas que chegam todo mês, como aluguel e salários. Por exemplo, se eles somam R$10 mil por mês, a reserva ficaria entre R$30 mil e R$60 mil.
Só depois de formar essa proteção, os investimentos com a sobra do caixa fazem sentido. Assim, você investe com mais tranquilidade.
3 opções de investimentos para o caixa excedente
1. CDB com liquidez diária: rende e você retira rápido
O CDB (Certificado de Depósito Bancário) funciona como um empréstimo que você faz ao banco. Em troca, o banco paga juros a você. Já a liquidez diária significa que você pode retirar o dinheiro quando precisar.
Esse rendimento costuma seguir o CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Ele anda junto com a Selic, a taxa básica de juros do país. Além disso, muitos CDBs pagam 100% do CDI ou mais. Ou seja, rendem tanto quanto essa taxa de referência, ou um pouco mais.
Agora, veja os custos. Primeiro, o Imposto de Renda incide só sobre o lucro. Além disso, a taxa cai com o tempo, de 22,5% a 15%. Depois, há o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Ele só é cobrado se você retirar o dinheiro em menos de 30 dias.
Por fim, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma proteção para o caso de o banco quebrar. Nesse caso, ele cobre até R$250 mil por pessoa ou empresa, em cada banco. Assim, esses investimentos unem segurança e acesso rápido ao dinheiro.
Leia também:
- Como criar um fundo de reserva para o seu negócio
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2. Fundo DI: acompanha os juros do país
O Fundo DI (Depósito Interfinanceiro) funciona como uma vaquinha de vários investidores. Ao aplicar, você compra cotas, que são pequenas partes do fundo. Então, um gestor, profissional que cuida do fundo, aplica o dinheiro de todos.
Nesse tipo de fundo, pelo menos 95% do dinheiro fica em títulos ligados à taxa DI. Assim, o rendimento acompanha os juros do país. Em geral, você recebe o dinheiro em até um dia útil, mas isso depende das regras de cada fundo.
Contudo, existem custos. A taxa de administração é um valor cobrado pelo fundo para funcionar, e ela reduz seu ganho. Além disso, existe o come-cotas. A cada seis meses, o fundo desconta antes parte do Imposto de Renda, retirando algumas cotas suas.
Por fim, o Fundo DI não tem a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Por isso, compare as taxas e as regras antes de escolher esses investimentos.
3. Poupança: simples e de fácil acesso
A poupança é a opção mais conhecida e fácil de usar. Enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, ela rende 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial). Hoje, a Selic está em 13,75% ao ano. Por isso, o rendimento da poupança tende a ficar abaixo das outras duas opções.
Além disso, empresas com fins lucrativos pagam 22,5% de Imposto de Renda sobre o rendimento. Também vale lembrar da data de aniversário, o dia do mês em que você depositou. Se você retirar o dinheiro antes dela, esse valor não rende.
Por outro lado, o dinheiro fica disponível na hora e o uso é simples. Portanto, avalie se esses investimentos compensam a praticidade.
Investimentos certos começam com as perguntas certas
Em resumo, o caixa excedente merece planejamento, e os investimentos ideais dependem do seu negócio. Antes de escolher, responda:
- Quanto dinheiro precisa ficar disponível?
- Por quanto tempo você pode deixá-lo aplicado?
- Qual é o objetivo desse dinheiro?
Depois disso, compare segurança, facilidade de retirada e rendimento de cada opção. Além disso, converse com seu banco ou contador para confirmar as regras atuais. Assim, você faz o seu dinheiro trabalhar com mais segurança.