Saber precificar bem é o que separa um negócio que lucra de outro que só trabalha muito. Afinal, você pode vender todos os dias e ainda ver o dinheiro acabar antes do fim do mês.
Muitas vezes, o problema está em pequenos erros no preço. Por isso, reunimos sete deles e mostramos como corrigir cada um.
Leia o texto completo e descubra como proteger o seu lucro.
Como precificar sem vender no prejuízo

Primeiro, lembre que o preço certo cobre todos os custos e ainda deixa lucro. Assim, você evita surpresas no caixa.
Dividimos o conteúdo em três grupos de erros: no cálculo, na decisão na hora de decidir o preço e na leitura dos resultados.
A seguir, veja os erros mais comuns ao precificar.
Erros de conta ao precificar
Esses três erros acontecem na hora de somar os números. Portanto, vale olhar cada um com atenção antes de precificar de novo.
1. Não calcular o CMV
O CMV (Custo da Mercadoria Vendida) é quanto você gastou com os ingredientes do que vendeu. Por isso, sem ele, fica difícil precificar com segurança.
Como corrigir:
- Anote o preço e a quantidade de cada ingrediente da receita.
- Depois, some tudo e divida pelo número de porções.
- Por fim, compare esse custo com o preço de venda.
2. Ignorar as taxas
Além disso, muita gente esquece o que sai do valor da venda. Por exemplo, maquininhas, cartões e aplicativos de delivery cobram taxas.
Logo, parte do preço não fica com você. Para precificar corretamente, some essas taxas ao custo do prato.
3. Ignorar outros custos ao precificar
Ingredientes não são o único gasto do seu negócio. Também pesam aluguel, energia, gás, embalagem, salários e perdas. Dessa forma, esquecer esses itens faz o lucro encolher.
Então, liste os custos do mês e inclua uma parte deles em cada prato. Assim, você consegue precificar sem deixar nenhum gasto de fora.
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Erros de decisão na hora de definir o preço
Agora, veja as escolhas que levam você a precificar do jeito errado.
4. Copiar o preço do concorrente
Copiar o vizinho parece seguro, porém ele tem custos diferentes dos seus. Além disso, ele pode estar no prejuízo sem perceber.
Então, use o preço dele só como referência para precificar. Primeiro, calcule os seus custos. Depois, compare com o mercado.
5. Precificar no “achismo”
Definir o valor “de cabeça” é arriscado. Afinal, sem conta, você não sabe se ganha ou perde. Portanto, precificar exige método. Use uma fórmula simples: custo do prato mais a margem de lucro desejada. Assim, cada preço passa a ter um motivo claro.
6. Não revisar o preço
Os insumos mudam de valor ao longo do tempo. Contudo, muitos cardápios ficam parados por meses.
Com isso, a margem diminui sem ninguém notar. Por isso, reveja seus custos com frequência e volte a precificar o que for preciso.
Erro de leitura dos resultados ao precificar
Por fim, falta o erro que mais engana quem vai precificar.
7. Confundir faturamento com lucro
O faturamento é tudo o que entra no caixa. Já o lucro é o que sobra depois de pagar todos os custos.
Ou seja, vender muito não garante ganhar bem. Por isso, ao precificar, acompanhe também o que sobra no fim do mês.
Em resumo, precificar bem é calcular, conferir e revisar. Assim, você cobra um valor justo e protege o seu negócio. Comece hoje pelo CMV de um único prato e avance aos poucos.