Glitter comestível é seguro? Veja as regras da Anvisa

Afinal, será que o glitter comestível pode mesmo ser usado em qualquer alimento? Essa dúvida tem gerado polêmica entre confeiteiros e consumidores nos últimos meses.

Recentemente, a Anvisa reforçou alertas e até suspendeu produtos vendidos como comestíveis, mas que continham plástico na composição.

Por isso, separamos as informações mais atuais sobre o tema para você não errar na hora de decorar suas receitas. Continue a leitura e entenda tudo o que mudou.

Glitter decorativo x Glitter comestível

Primeiramente, é fundamental entender que existem dois tipos bem diferentes de glitter no mercado.

De um lado, está o glitter decorativo, feito com partículas plásticas, indicado apenas para enfeitar objetos e cenários de festa.

Do outro, está o glitter próprio para alimentos, fabricado com ingredientes como açúcar, amido, gelatina e corantes alimentares aprovados pela Anvisa.

Tigela cheia de glitter comestível

O que a Anvisa diz sobre o uso de glitter em alimentos

Além de saber que há dois tipos de glitter, vale conhecer as regras oficiais.

A Anvisa reforçou que pós e glitters que contenham “PP micronizado” (polipropileno) não podem, em hipótese alguma, ser usados em alimentos, sendo permitidos apenas em decorações não comestíveis.

Além disso, em janeiro de 2026, a agência publicou a Resolução-RE nº 156, que determinou a suspensão imediata da fabricação, comercialização, propaganda e uso de glitters e folhas de ouro de uma marca específica. Isso após identificar polímeros plásticos na composição dos produtos.


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O que verificar no rótulo

Para escolher com segurança, observe:

  • Lista de ingredientes: todos os aditivos devem estar autorizados para uso em alimentos;
  • Denominação de venda: prefira termos como “corante para fins alimentícios” ou “açúcar para confeitar”;
  • Lote, validade e advertências de alergênicos, quando aplicável.

Riscos do uso incorreto

É importante ressaltar que o consumo de microplásticos e polímeros não autorizados pode gerar riscos à saúde a curto e longo prazo.

Além disso, em bebidas e sobremesas líquidas, o perigo aumenta, pois o produto se mistura facilmente e pode ser ingerido sem que você perceba.

Dicas de uso do glitter comestível

Assim, para decorar seus produtos com tranquilidade, vale seguir algumas boas práticas:

  1. Compre apenas de fornecedores confiáveis, com registro e ficha técnica disponível;
  2. Confira se a embalagem indica claramente “próprio para alimentos“;
  3. Desconfie de preços muito baixos ou embalagens sem informações completas;
  4. Evite produtos identificados como “não é alimento” ou “apenas decorativo“;
  5. Em caso de dúvida, denuncie à Vigilância Sanitária local ou à própria Anvisa.


Por fim, usar glitter em alimentos pode, sim, ser seguro: desde que você escolha produtos realmente desenvolvidos para esse fim.

Portanto, antes de comprar, confira sempre o rótulo, a procedência e as orientações da Anvisa.

Dessa forma, suas criações ficam ainda mais bonitas, sem colocar a saúde de quem consome em risco.

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